Adubo Orgânico: Quando Usar e Quais Cuidados Tomar


Entenda quando realmente vale a pena usar adubo orgânico, quais tipos são mais indicados, como aplicar corretamente e por que o excesso pode prejudicar suas plantas.


Adubar uma planta parece simples.

Basta colocar algum material orgânico no vaso ou no canteiro e esperar que ela cresça mais, certo?


Não exatamente.


Depois de mais de 16 anos trabalhando com cultivo e consultoria agrícola, uma das situações que mais encontro entre horticultores iniciantes é justamente o excesso de adubação.


A intenção é boa: a pessoa percebe que a planta está crescendo devagar, encontra uma receita caseira na internet e aplica borra de café, casca de ovo, esterco, húmus ou outro material orgânico.


Pouco tempo depois, surgem folhas queimadas, crescimento desuniforme, excesso de sais no substrato, problemas de drenagem ou até atração de insetos.

O problema não é o adubo orgânico.


O problema é utilizar um material sem entender o que ele fornece, quanto tempo leva para liberar nutrientes e em que quantidade a planta realmente precisa deles.


Adubação é, antes de tudo, uma questão de equilíbrio.

Neste artigo, vou explicar quando usar adubo orgânico, quais são os principais tipos, como aplicá-los com segurança, quais materiais exigem cuidado e quais erros devem ser evitados, especialmente no cultivo de hortaliças, plantas ornamentais e espécies cultivadas em vasos.


O que é adubo orgânico?


Adubo orgânico é um material de origem vegetal, animal ou outros resíduos orgânicos que pode ser utilizado para fornecer nutrientes às plantas e, dependendo do material, melhorar características físicas, químicas e biológicas do solo ou substrato.


Entre os exemplos mais conhecidos estão:

  1. composto orgânico;
  2. húmus de minhoca;
  3. esterco curtido;
  4. tortas vegetais;
  5. farinha de ossos;
  6. alguns resíduos vegetais compostados;
  7. compostos produzidos a partir de restos de cozinha;
  8. adubos orgânicos comerciais.


Mas existe uma distinção importante.


Nem todo material orgânico é automaticamente um bom fertilizante.


Uma casca de banana, por exemplo, contém nutrientes, mas simplesmente colocar a casca inteira sobre o vaso não significa que esses nutrientes estarão imediatamente disponíveis para a planta.

O processo de decomposição é fundamental.


Para que serve o adubo orgânico?


O adubo orgânico pode cumprir diferentes funções dependendo de sua origem e composição.


Ele pode:

  1. fornecer nutrientes;
  2. aumentar o aporte de matéria orgânica;
  3. favorecer a atividade biológica do solo;
  4. contribuir para uma estrutura física mais favorável;
  5. melhorar a capacidade de retenção de água de determinados solos;
  6. auxiliar na formação de agregados;
  7. contribuir para a disponibilidade gradual de nutrientes.


Porém, é importante separar duas coisas:


fertilidade e estrutura do solo.


Um material orgânico pode melhorar uma propriedade física do solo sem necessariamente fornecer grandes quantidades de determinado nutriente.

Da mesma maneira, um produto rico em determinado nutriente não necessariamente será suficiente para corrigir todos os problemas de fertilidade.

É por isso que não gosto da ideia de tratar todo adubo orgânico como se fosse equivalente.

Cada material possui uma composição e um comportamento diferente.


Quando usar adubo orgânico?


Essa é provavelmente a principal pergunta.

A resposta depende da planta, do substrato, do estágio de desenvolvimento e da fonte orgânica utilizada.

De maneira geral, o adubo orgânico pode ser utilizado:


Antes do plantio


A incorporação de materiais orgânicos bem compostados pode ajudar a preparar o solo ou substrato antes da implantação da cultura.


Durante o desenvolvimento


Alguns materiais podem ser utilizados como cobertura ou adubação complementar durante o ciclo.


Na recuperação de solos ou substratos

A matéria orgânica pode ser importante para melhorar determinadas características físicas e biológicas, especialmente em solos pobres em matéria orgânica.


Em cultivos de longa duração


Plantas perenes ou culturas mantidas por longos períodos em recipientes podem necessitar de reposição periódica de nutrientes.

Entretanto, não existe uma frequência universal de adubação orgânica.

A recomendação "adube a cada 15 dias" pode ser completamente inadequada para determinada planta e insuficiente para outra.


Como saber se a planta precisa de adubo?


Antes de adicionar qualquer fertilizante, faça uma pergunta simples:

O problema realmente é falta de nutrientes?


Essa pergunta evita muitos erros.

Uma planta pode apresentar crescimento fraco por diversas razões:

  1. pouca luz;
  2. excesso de água;
  3. falta de água;
  4. raízes danificadas;
  5. vaso pequeno;
  6. substrato compactado;
  7. temperatura inadequada;
  8. ataque de pragas;
  9. doenças;
  10. deficiência nutricional;
  11. excesso de sais;
  12. pH inadequado.


Se o problema for falta de luz, colocar mais adubo não resolverá.

Se as raízes estiverem sufocadas por excesso de água, adubar pode até piorar a situação.

Diagnosticar antes de adubar é uma das regras mais importantes da horticultura.


Adubo orgânico ou fertilizante mineral: qual é melhor?


Essa comparação costuma gerar muita discussão.

Mas, tecnicamente, não existe uma resposta tão simples quanto "orgânico é melhor" ou "mineral é melhor".

Ambos podem ser ferramentas úteis.

A diferença está na origem dos nutrientes, na composição, na velocidade de disponibilização e na forma como são manejados.

Um fertilizante mineral pode fornecer nutrientes em formas prontamente disponíveis.

Um adubo orgânico geralmente depende mais da decomposição e da mineralização da matéria orgânica para disponibilizar determinados nutrientes.


Isso significa que:


orgânico não significa necessariamente lento em todos os casos, e mineral não significa necessariamente prejudicial.

O resultado depende do produto, da dose, do ambiente e do manejo.


Os principais tipos de adubo orgânico


1. Húmus de minhoca

O húmus de minhoca é um dos materiais mais interessantes para horticultura doméstica.

É produzido pela transformação de matéria orgânica por minhocas e microrganismos.

Pode contribuir para a estrutura do substrato e fornecer nutrientes em quantidades variáveis.

O cuidado

Mesmo um produto excelente pode ser utilizado em excesso.

Em vasos, grandes quantidades de qualquer material podem alterar características físicas e químicas do substrato.

O ideal é incorporá-lo ou utilizá-lo como componente da mistura conforme a necessidade da cultura e as características do produto.


2. Composto orgânico

O composto é resultado da decomposição controlada de materiais orgânicos.

Pode ser produzido a partir de:

  1. restos vegetais;
  2. folhas;
  3. podas trituradas;
  4. resíduos orgânicos adequados;
  5. materiais ricos em carbono e nitrogênio.

Um composto bem estabilizado é muito diferente de restos de cozinha simplesmente enterrados no vaso.

O segredo está na maturação

Material orgânico ainda em decomposição pode competir temporariamente por oxigênio e alterar a disponibilidade de determinados nutrientes.

Por isso, não recomendo colocar resíduos orgânicos frescos diretamente junto às raízes de hortaliças.

Compostagem é um processo.

Quanto melhor esse processo for conduzido, mais adequado será o produto final para utilização no cultivo.


3. Esterco curtido

Esterco animal pode ser uma excelente fonte de matéria orgânica e nutrientes quando corretamente processado.

Mas existe uma palavra que merece atenção:

curtido.

Esterco fresco não deve ser tratado da mesma maneira que esterco devidamente compostado ou estabilizado.

Materiais frescos podem apresentar:

  1. elevada atividade microbiana;
  2. compostos potencialmente prejudiciais às raízes;
  3. odor intenso;
  4. maior risco sanitário;
  5. desequilíbrio nutricional.

Por isso, para horticultura doméstica, dê preferência a produtos devidamente compostados e de procedência confiável.


4. Farinha de ossos

A farinha de ossos é conhecida principalmente como fonte de fósforo e cálcio, embora sua composição varie conforme o produto e o processo de fabricação.

Ela pode ser utilizada em determinados sistemas de cultivo, mas não deve ser tratada como um "adubo universal".

Adicionar fósforo sem necessidade não melhora automaticamente o desenvolvimento da planta.

O nutriente deve ser fornecido de acordo com a necessidade.

Em sistemas profissionais, a recomendação de fertilização idealmente é baseada em análise de solo ou substrato e nas exigências da cultura.


5. Torta de mamona

A torta de mamona é um material orgânico rico em nutrientes, especialmente nitrogênio, e pode ser utilizada como fonte de adubação orgânica.

Entretanto, merece atenção especial em ambientes domésticos.

Ela deve ser utilizada de acordo com a recomendação do fabricante e mantida fora do alcance de crianças e animais.

Também é importante evitar aplicações excessivas.


6. Borra de café


A borra de café é provavelmente um dos resíduos domésticos mais famosos quando o assunto é adubação natural.

Mas aqui existe um mito que precisa ser corrigido.

Borra de café não é um fertilizante completo capaz de substituir toda a adubação da horta.

Ela contém matéria orgânica e alguns nutrientes, mas sua utilização precisa ser feita com critério.

Em vez de formar uma camada grossa de borra diretamente sobre o substrato, é mais interessante incorporá-la adequadamente ao processo de compostagem.

Isso reduz alguns problemas associados ao uso inadequado do resíduo e permite sua integração ao composto.


7. Casca de banana

A casca de banana também é muito utilizada em receitas caseiras de adubação.

Ela contém nutrientes, incluindo potássio, mas isso não significa que colocar uma casca inteira no vaso seja a melhor forma de fertilizar a planta.

A decomposição precisa acontecer para que os nutrientes presentes na matéria orgânica sejam gradualmente incorporados ao sistema.

Uma das melhores maneiras de aproveitar esse tipo de resíduo é incluí-lo em uma compostagem bem conduzida.


Adubo orgânico em vasos: atenção redobrada


Se existe um ambiente onde o excesso de adubação pode causar problemas rapidamente, é o vaso.

Pense no recipiente como um sistema fechado.

Existe pouco substrato.

As raízes estão confinadas.

A drenagem é limitada ao tamanho e à qualidade dos furos.

Os nutrientes que entram no sistema podem permanecer ali em concentração elevada.

Por isso, a margem para erros é menor.


O erro mais comum


O jardineiro percebe que a planta não está crescendo e coloca uma grande quantidade de húmus, esterco, borra de café, farinha de ossos e outros materiais ao mesmo tempo.

Isso transforma a adubação em uma espécie de "coquetel" impossível de avaliar.

Se a planta melhorar, você não saberá qual material funcionou.

Se piorar, também não saberá qual provocou o problema.

Uma boa estratégia de manejo é mudar uma variável por vez.


Como aplicar adubo orgânico corretamente

A aplicação deve considerar três fatores principais:

1. O que está sendo aplicado?

Húmus, composto, esterco, farinha de ossos e tortas vegetais não possuem a mesma composição.

2. Quanto está sendo aplicado?

Dose excessiva pode ser prejudicial.

3. Onde está sendo aplicado?

Distribuir um material sobre toda a superfície é diferente de colocá-lo concentrado junto ao caule.

Para plantas estabelecidas, muitas vezes é mais adequado distribuir o material ao redor da zona radicular, evitando contato direto com o caule.


O adubo orgânico pode queimar a planta?

Sim.

Existe uma ideia equivocada de que produtos naturais não podem causar danos.

Podem.

Materiais orgânicos muito concentrados, mal compostados ou aplicados em excesso podem prejudicar as raízes.

Além disso, determinados produtos podem apresentar concentração elevada de sais ou nutrientes.

Por isso:

natural não significa automaticamente seguro em qualquer quantidade.

Essa é uma das regras que mais gosto de reforçar para quem começa a cultivar em casa.


Como saber se houve excesso de adubo?

Os sintomas variam conforme a planta e o tipo de material utilizado, mas alguns sinais podem chamar atenção:

  1. bordas das folhas queimadas;
  2. pontas necrosadas;
  3. crescimento anormal;
  4. folhas muito escuras;
  5. acúmulo de sais na superfície;
  6. murcha mesmo com substrato úmido;
  7. redução do crescimento;
  8. raízes prejudicadas.

É importante lembrar que esses sintomas não são exclusivos de excesso de fertilizante.

Problemas de irrigação, salinidade e doenças radiculares também podem apresentar sintomas semelhantes.

Por isso, observe o conjunto de sinais.


Adubo orgânico precisa ser colocado diretamente no vaso?


Não.

Essa é uma das ideias que mais precisamos abandonar.

Resíduos como:

  1. cascas;
  2. restos de frutas;
  3. restos de verduras;
  4. borra de café;
  5. folhas;

podem ser excelentes matérias-primas para compostagem.

Mas matéria-prima para compostagem não é necessariamente adubo pronto para colocar junto às raízes.

Essa diferença é fundamental.


Como fazer adubação orgânica sem prejudicar a planta

Uma estratégia simples para a horticultura doméstica é trabalhar com três etapas:


Primeiro: preparar o ambiente

Utilize um substrato adequado, com boa drenagem e estrutura física apropriada.


Segundo: fornecer matéria orgânica estabilizada

Utilize composto, húmus ou outro produto adequado à cultura.


Terceiro: observar a resposta da planta

Acompanhe crescimento, coloração das folhas, desenvolvimento das raízes e produção.

Se a planta está crescendo bem, não existe motivo para aumentar continuamente a dose de fertilizante.

Adubação não deve ser uma competição para ver quanto produto conseguimos colocar no vaso.


Qual o melhor adubo orgânico para hortaliças?

Não existe um único "melhor adubo orgânico".

Para hortaliças, materiais como composto orgânico bem maturado e húmus de minhoca são frequentemente muito úteis como fontes de matéria orgânica e nutrientes.

Mas a escolha depende:

  1. da cultura;
  2. do estágio de desenvolvimento;
  3. da fertilidade inicial;
  4. da composição do produto;
  5. do volume do recipiente;
  6. da frequência de cultivo.

Uma horta que recebe sucessivos cultivos também pode apresentar necessidades diferentes ao longo do tempo.


É possível cultivar apenas com adubo orgânico?

Sim, determinados sistemas de produção podem utilizar exclusivamente fontes orgânicas de nutrientes.

Mas isso não significa que qualquer combinação de resíduos domésticos será suficiente.

Uma adubação orgânica tecnicamente bem planejada precisa considerar o fornecimento de nutrientes essenciais e suas quantidades.

Em sistemas mais exigentes, a análise de solo ou substrato pode ser importante para orientar a tomada de decisão.

Produção orgânica não significa ausência de planejamento nutricional.


Adubo orgânico para plantas em apartamento


Quem cultiva em apartamento precisa considerar um fator adicional: o ambiente é pequeno e qualquer erro fica mais evidente.

Por isso, evite:

  1. materiais com odor forte;
  2. resíduos frescos;
  3. excesso de matéria orgânica;
  4. recipientes sem drenagem;
  5. aplicações exageradas;
  6. misturas de muitos fertilizantes sem critério.

Para pequenos cultivos, produtos estabilizados, de boa procedência e adequados à finalidade costumam ser mais práticos.


8 cuidados importantes ao usar adubo orgânico


1. Não adube uma planta doente sem descobrir a causa

Se a planta está doente, primeiro procure entender o motivo.

2. Não confunda matéria orgânica com fertilizante

Nem todo material orgânico fornece nutrientes em quantidade relevante.

3. Não utilize esterco fresco junto às raízes

Prefira material devidamente compostado ou curtido.

4. Evite excesso

A dose correta é tão importante quanto a escolha do produto.

5. Não coloque adubo em contato direto com o caule

Distribua adequadamente na região próxima às raízes.

6. Observe a drenagem

Um substrato mal drenado pode transformar uma adubação aparentemente correta em um problema.

7. Evite misturar vários produtos simultaneamente

Isso dificulta entender a resposta da planta.

8. Considere a espécie

Uma hortaliça de ciclo curto possui necessidades diferentes de uma planta ornamental perene ou de um tomateiro mantido durante vários meses.


Qual é o melhor momento para adubar?

O momento depende da cultura.

De maneira geral, existem três momentos importantes:

antes do plantio, quando o material pode ser incorporado ao substrato;

durante o desenvolvimento, quando determinadas culturas precisam de reposição;

e após sucessivos cultivos, quando o substrato pode ter perdido parte de sua fertilidade.

Em vasos, a necessidade pode aparecer mais rapidamente devido ao pequeno volume disponível.

Por isso, observe a planta e considere o histórico do recipiente.

Um vaso que acabou de receber um substrato rico em matéria orgânica não deve ser tratado da mesma forma que um recipiente utilizado repetidamente durante vários ciclos.


Adubação orgânica e pH: um detalhe que muita gente ignora


A disponibilidade dos nutrientes não depende apenas da quantidade presente no substrato.

O pH influencia a disponibilidade de diversos nutrientes para as plantas.

Por isso, simplesmente aumentar a quantidade de adubo pode não resolver uma deficiência causada por condições inadequadas do substrato.

Esse é um dos motivos pelos quais profissionais trabalham com análise de solo e interpretação de resultados.

Em uma pequena horta doméstica, não é necessário transformar cada vaso em um laboratório.

Mas é importante compreender o princípio:

nutriente presente no solo não significa necessariamente nutriente disponível para a planta.


Adubação orgânica não substitui água, luz e bom substrato


Esse talvez seja o conceito mais importante de todo este artigo.

Não existe fertilizante capaz de compensar completamente:

  1. falta de luz;
  2. excesso de água;
  3. falta de água;
  4. raízes sufocadas;
  5. vaso pequeno;
  6. substrato compactado;
  7. temperaturas inadequadas.

Uma planta precisa de um conjunto de condições.

Podemos pensar no cultivo como uma mesa apoiada sobre várias pernas:

luz + água + raízes + nutrição + temperatura + manejo.

Se uma delas falha, adicionar mais fertilizante não necessariamente resolve o problema.


O maior segredo da adubação orgânica

Depois de tantos anos acompanhando cultivos, aprendi que existe uma diferença enorme entre adubar e alimentar corretamente o sistema de cultivo.

Quem está começando costuma perguntar:

"Qual é o melhor adubo?"

Uma pergunta mais importante seria:

"O que esta planta precisa neste momento?"

Essa mudança de pensamento é fundamental.

Uma muda recém-transplantada não possui as mesmas necessidades de uma planta adulta em produção.

Uma cenoura não tem exatamente a mesma estratégia nutricional de um tomateiro.

Uma planta em vaso não vive nas mesmas condições de uma planta cultivada diretamente no solo.

Por isso, não existe receita universal.


Conclusão: adubo orgânico funciona melhor quando existe critério

O adubo orgânico pode ser um excelente aliado na horta doméstica.

Composto orgânico, húmus de minhoca, esterco devidamente processado e outros materiais podem contribuir para a fertilidade e para a qualidade do ambiente radicular.

Mas o resultado depende de como, quando e quanto esses materiais são utilizados.

O maior erro é acreditar que, por serem naturais, podem ser aplicados sem limite.


Não podem.


Uma pequena quantidade adequada pode ser extremamente útil.

Uma quantidade exagerada pode prejudicar a planta.

Da mesma maneira, uma casca de banana pode ser uma excelente matéria-prima para compostagem, mas não necessariamente um fertilizante de ação imediata.

A borra de café pode ser aproveitada, mas não deve ser tratada como solução universal.

O esterco pode ser valioso, desde que devidamente processado.

O húmus pode melhorar o ambiente do cultivo, mas não deve ser utilizado indiscriminadamente.